Sacolinhas plásticas? Não, muito obrigado!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Campinas Masala

Já tinha ouvido falar de Meeta Ravindra há muito tempo. Li também sobre ela no ótimo livro de Nina Horta, o Não é Sopa. Depois a conheci no Sesc Consolação num dos eventos promovidos pela unidade. De uma simplicidade marcante, Meeta entoou mantras, ensinou fazer massagem e tomou lassi com todos os presentes. Foi uma experiência única.

A culinária indiana me persegue. Pelo menos no cinema e na tv. Tem a cena do restaurante indiano no remake de Sabrina, a personagem Neela do ER e Um Casamento a Indiana de Mira Nair. Entre tantos outros.

Pois bem, acabei de ver Nina´s Heavenly Delights. Em português seria algo como as Delicias Celestiais de Nina. A história é legal e às vezes dá a sensação de que falta alguma coisa, mesmo assim vale a pena. O pai da garota morre e ao retornar à casa fica sabendo que vão se desfazer do restaurante. Mas o pai havia se inscrito no Campeonato de Curry do Ocidente e aí a começa a festa.

Gostei muito das cenas em que ela aprende com o pai a preparar Frango Shakuti, da visita ao atacado para comprar ingredientes e o menu degustação. No fim, fiquei desesperado para fazer uma aula com a Meeta.

Enquanto isso, nos próximos dias vou procurar aqui em Campinas as especiarias para fazer um garam masala. Depois conto como saiu.

Segue a receita do garam masala adptado pela Nina Horta. Ela deve apenas servir de referência, afinal um masala nunca é igual ao outro. E por favor, não compre nenhum pronto. Perde a graça.

Garam Masala
1/2 colher de feno-grego
1 colher de coentro em grão
1 colher de curcuma em pó
1 colher de semente de cominho
1 colher de gengibre seco
1 colher de pimenta-do-reino em grãos
1 colher de pimenta ardida em pó
1 colher de cardamomo
1 colher (chá) de canela em pau
1/2 colher (chá) de cravos inteiros
1 pitada de noz-moscada
1 pitada de sementes de mostarda
1 pitada de sementes de papoula

Cada especiaria deve ser tostada separadamente e com carinho especial, o que muda a cor e o sabor. Tostar o coentro em fogo brando, em frigideira de ferro seca, sacudindo sempre e mexendo com uma colher de pau, até despender um suave aroma de laranja e mudar de cor. Separar. Tostar o cominho até perder o cheiro de cru. Separar. Aquecer um pouco a pimenta-do-reino em grãos. Separar. Descascar os cardamomos. Juntar todos os ingredientes e passar pelo moedor. Guardar em recipiente fechado.

Se você ficou interessado no filme e não conseguir na sua locadora, eis o link para você assistir ai mesmo no seu computador.



Clique aqui e ouça mantras entoados por Meeta.

5 comentários:

pipoka disse...

Ainda bem que nos foi visitar no threefatladies, pois assim fiquei a conhecer o seu blogue! Gostei muito e vou voltar.

Tudo de bom

Marcia disse...

Entrei pela Cozinhas do mundo e adorei a frase... mais ou menos... gosto de gente, ão necessariamente por perto.. eu também. Vindo de Sampa e continuando na Anhanguera estou distante uns 370 km.
Veja só... a Nina Horta... é realmente uma inspiradora.
Já que gosta de ler, experimente Calor do Bill Bufford.
E como gosta de comida indiana, não que o livro tenha receitas, tente A son of the Circus do John Irving.
Posso voltar?

Agdah disse...

"...A culinária indiana me persegue..."

Vai ver que em outra encarnação você foi indiano...

Julie Sol disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Julie Sol disse...

Obrigado pela visita.
Se quiser ver a máquina de pão é só ver nas
- Minhas recitas "Máquina de pão" tenho lá uma foto da máquina.
Gostei de conhecer o teu cantinho.