Sacolinhas plásticas? Não, muito obrigado!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A pedidos...

Só atendendo a pedidos para eu voltar a escrever aqui.

Que eu tinha que colocar ordem na casa eu sabia, mas a preguiça, os compromissos, o trabalho, o clube da corrida e ...

Enfim, vou tentar postar uma receita por semana e espero que possam tentar cozinhar por aí, afinal como disse Nina Horta, e repito aqui fazendo minhas suas palavras: cozinhar é um jeito de se ligar.

E aqui no meu país onde joelmas, bolsonaros e felicianos se acham, melhor estar com amigos e família. E nada melhor para uma reuniaozinha como bolo e café. Ou chocolate, ou leite morno, ou o que você quiser.

Esta receita foi passada pela Marcia Fuji. Está la do outro lado do mundo no Japão. Quando o faço, sempre lembro dessa figura e é uma forma de saber que amizades sinceras são raras, mas nos alimentam de verdade.

Por isso quando o bolo fica pronto, ofereço uma fatia a gente que quero bem. É uma forma de dizer obrigado por sua amizade.

Alguém quer um cafezinho?

Bolo da Márcia Fuji
Massa:
3 ovos
1 xícara de nozes picadas
2 xícaras de farinha de trigo peneiradas
1 1/2 xícara de açúcar peneirado
1/2 xícara de óleo
1 colher de chá de essência de baunilha (eu coloco uma boa dose de whisky)
1 colher de chá de canela em pó

Misture tudo numa tigela. Se ficar um pouco grossa, coloque um pouco de leite. Nunca precisei.

Recheio:
6 bananas em rodelas
3 maçãs picadas em pedaços grandes

Acrescente as frutas na massa, mexa e despeje em forma com fundo removível. Asse em forno pré-aquecido por 40 minutos ou até que enfiando um palito este saia seco.

Coloque em uma travessa e sirva. Ou coma sozinho (a)! Você merece.


Bolo de banana, maçã e nozes. Ao fundo a rede e o jardim. Vai um cafezinho aí?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bolo para o café...

Todas as vezes que penso em café, seja café da manhã ou do fim da tarde, me lembro de um texto de Nina Horta. Café com Pedro Nava e todas aquelas quitandas de Minas. Também lembro de coisas fabulosas que alguns classificariam como heresias: macacheira cozida com carne seca, fruta pão, empadão goiano que sobrou do jantar, toneladas de ovos fritos e pão fresquinho.

Por outro lado, hoje estamos mais preocupados com a saúde. Pelo menos todos sabem da importância de uma boa alimentação. A primeira refeição tende a ser reforçada, seguida por uma fruta antes do almoço. E a tarde? A tarde pede um bolinho de chuva, pipoca para tomar com café ralo ou um bolo seco para acompanhar o café tradicional com um dedo de prosa. Preferencialmente com gente que gostamos. Sempre sem exageros.

A receita a seguir eu faço para dar de presente aos meus clientes. Embalo numa caixa vermelha junto com a receita, cartão de agradecimento e fecho com fita de cetim. E também o faço para compartilhar com amigos.

Neste, algumas fatias foram para a Renata Longuin. Colega espetacular, forma dupla dinâmica com a Valéria Armelin. Espirituosa como ela só, faz qualquer velório se transformar num carnaval. Lembra aquela canção do Ivan Lins..."Quero sua risada mais gostosa, esse seu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa." Ri por metro quadrado como eu e tem sonhos tão grandes quanto o Universo. Gosta de boa música, bons filmes e bons livros. E tem bom gosto. Acho que é uma das privilegiadas protegidas por Diane Vreeland.

Minha receita é uma adpatação de uma da Pacoalita, de Portugal. Eu coloco semente de papoula e na falta dela, como aqui, sementes de gergelim preto para não ficar muito bege. Fica divino!

Então vamos lá. Prepare e surpreenda.

Bolo Chiffon de Laranja:

Ingredientes -
6 ovos separados
2 xícaras de chá de farinha de trigo peneirada
1,5 xícaras de chá de açúcar refinado peneirado
1 colher de sopa de fermento químico (pó royal)
3/4 de xícara de chá de óleo de canola ou girassol
raspas de laranja
3/4 de xícara de suco de laranja (as que vc ralou a casca)
2 colheres de sopa de sementes de papoula ou gergelim preto
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de mahazer (água de flor de laranjeira)

Modo de preparo -
Bata as claras em neve e reserve.

Numa vasilha apropriada bata todos os demais ingredientes por 10 minutos. Acrescente um punhado de clara em neve e misture para que o restante fique mais fácil incorporar. Misture o restante da clara.

Verta numa forma para bolo chifon e asse em forno pré aquecido por 40 minutos. Deixe esfriar de ponta cabeça. E prepare-se para os elogios.

Bolo Chiffon de laranja

domingo, 28 de março de 2010

Nossa!

Depois de um tenebroso e rigoroso inverno, estou de volta.

Não tenho idéia de como vou colocar as coisas em dia. Quer dizer, até tenho.

É o trabalho, a família, as aulas de hidroginástica, a caminhada de todo dia (quase) para perder os quilos extras. O cinema, o teatro, o show do artista preferido. Os amigos. O fim de Lost! E tem tantas receitas para testar, tantos livros e revistas para ler. Aliás, a Spresso continua firme e é um prazer ler Gosto, do antigo editor de Gula.

Em julho tem a mudança para a casa nova. E aí começa tudo de novo. De qualquer forma vai ser legal.

O tempo passa e a vida continua.

O fato é que numa tarde moderrenta como esta, onde aqui em Campinas, parece que vai chover, o que dá vontade mesmo é de um bom café e bolinhos de chuva. Ou café ralo com pipoca. Não de microondas que só impestia a casa. Tem que ser feita na panela num ritual de encantar qualquer criança.

E de criança, acho que vale a dica do cd e do dvd da Fortuna com as crianças do Sesc Vila Mariana. Será que é a Gisele que ainda cuida delas? Na casa da Ruth. Uma delícia. As canções são muito boas, letras inteligentes e divertidas. São 14 faixas para aprender e brincar. Depois é só terminar a brincadeira com limonada e bolinhos de cenoura com cobertura de chocolate. Tenho certeza que a criançada de hoje vai preferir aquela bebida industrializada que usa ursos em suas propagandas para fazer lavagem cerebral em cabeças de miolo mole.

E a páscoa já está aí. Mas quem liga para o significado da data se o que importa é o tamanho do ovo?

Que possamos nos divertir nos dias que virão se o mundo não acabar em 2012.

eu rindo como se fosse o último biscoito do pacote.