Sacolinhas plásticas? Não, muito obrigado!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

3o Espaço Café Brasil

A 24a Fispal Food Service acontece nos próximos dias 23 a 26 de Junho, no Expo Center Norte em São Paulo. É uma ótima oportunidade para que nos inteiremos do que acontece no setor de alimentos. Faça o seu credenciamento gratuitamente.

Dentre as muitas novidades, acontece o 3o Espaço Café Brasil. Tudo o que você gostaria de saber sobre produtos e serviços, copa barista 2008, barista jam brasil, palestras e workshops.

As palestras custam R$10,00 para assinantes da Revista Espresso e R$15,00 para o público em geral. Confira a programação. Uma talvez lhe interesse. As vagas são limitadas e as inscrições para as palestras devem ser feitas pelo telefone (11) 3586-2233 (das 9h às 17h).A taxa será revertida em material de apoio aos participantes.

As temáticas são sobre sustentabilidade, cafeterias, gastronomia, treinamento de baristas, drinques com café, entre outros assuntos. Dentre os palestrantes na área de cafés estarão Isabela Raposeiras, da Academia de Barismo, Luís Norberto Pascoal, da Fazenda Daterra, Nathan Herszkowicz, da Associação Brasileira da Indústria de Café, e Gabriel de Carvalho Dias, da Brazil Specialty Coffee Association.

Para debater a relação entre café, charuto e cachaça, o auditório terá a palestra do especialista em charuto Cesar Adames. Na área de saúde o coordenador de pesquisa da Unidade Café e Coração do Incor, doutor Miguel Antonio Moretti, tratará sobre os benefícios do café. Para harmonizar vinho e café estarão presentes o sommelier Manoel Beato e o classificador de cafés Ensei Uejo Neto.

Enquanto isso, prepare um bom café e assista as versões diferentes de Black Coffee. Depois me diga qual gostou mais.


Nana Mouskouri - Black Coffee



K.D. Lang & Grover Washington



Kelly Ash

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pequena pausa...

Sei que faz tempo que não apareço. A vida tem sido uma correria. A maioria do tempo me sinto como a lebre em Alice no País das Maravilhas, não saindo do lugar. Mas daqui a pouco estarei de volta com muitas novidades.

Nesse meio tempo, aproveitem para ver o clipe da canção Cavaleiro Monge. Se gostar, baixe o show gravado ao vivo em Londres. Mariza é uma cantora espetacular. Ao ouví-la nossa alma lusitana se aflora e geralmente as lágrimas rolam. As palavras são fortes e os sentimentos maiores ainda. Emocionante!


Até!


Cavaleiro Monge





Show ao vivo gravado em Londres

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Rio e Lisboa precisam do seu voto.

Hoje o post não tem nada a ver com comida. Então vamos lá.

A dica vem do Life from Inside . Então pensei que além de Lisboa, seria muito bom termos o Rio de Janeiro no novo tabuleiro do Monopólio. Eu já votei e gostaria que vocês todos votassem.

A HASBRO está promovendo uma eleição online para descobrir as cidades do mundo a serem incluídas no novo jogo Monopoly Here and Now World Edition - Monopoly Edição Mundial. A votação já começou e qualquer pessoa pode deixar o seu voto online até 29 de Fevereiro e escolher de entre 68 cidades pré-seleccionadas. Lisboa e Rio de Janeiro constam deste lote e as 20 cidades mais votadas vão fazer parte da história do Monopoly como as primeiras a figurarem no tabuleiro Edição Mundial. As cidades com as propriedades de aluguel mais caro serão as que receberem mais votos. O tabuleiro final será divulgado em Agosto e o novo Monopoly estará disponível nas lojas de todo mundo em Setembro.

Portanto, dê um empurrãozinho e façamos 2 cidades de língua portuguesa figurarem no novo Monopoly World Edition.

http://www.monopolyworldvote.com/pt_BR/world

Conto com você. Vá lá!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Yes, nós temos banana! *

Pense numa fruta que combina com tudo. Ou quase tudo.
Se você respondeu banana, acertou!
Acho que todo mundo gosta de banana. E quem não gosta, não deve gostar de samba. Sendo assim, só pode ser doente do pé.
Apesar de ser a mais brasileira das frutas, a banana não é nossa. Carmem Miranda também não era. Nasceu no Porto, em Portugal. Fez um sucesso danado com Banana da Terra, de 1939, onde cantava "O que é que a baiana tem?" .
As bananas são provavelmente originárias do sudeste asiático. Pertencem a família das Muráceas. Suas flores são exóticas e seus frutos nascem em cachos com várias pencas. Há as bananas de mesa: maçã, nanica, prata e ouro (no litoral são vendidas mais a preço de ouro que de bananas). Também há as bananas de fritar: da terra, figo e pacova. Todas elas quando verdes servem para fazer farinha.
Eu poderia discorrer sobre o uso das bananas em vários pratos de nossas cozinhas regionais, além de uma aguardente, especialidade de comunidades caiçaras. Ficará para outro post.
Aqui em casa sempre as temos. Seja para o açaí na tigela, a vitamina ou para o bolo chifon. Quando falta banana na salada de fruta, parece que não tem graça. Falta entusiasmo.
Dia desses fiz muffins de banana. A receita não leva fermento e para ficar com mais personalidade coloquei mais banana do que pedia. Ficaram ótimos!

Muffins de banana para o Dau

Ingredientes:
1 xícara de flocos de aveia
1 xícara de farinha comum
1/2 colher de chá de sal
4 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 ovos em temperatura ambiente (gemas e claras separadas)
1/2 xícara de leite fervente
1/2 xícara de óleo
1 colher de chá de essência de baunilha
2 bananas nanicas amassadas
2 bananas nanicas cortadas em rodelas para enfeitar (opcional)

Preparo:
Coloque em uma tigela a farinha peneirada, o sal, a aveia e o açúcar. Bata ligeiramente as gemas dos ovos e mexa no leite quente. Bata até ficar leve e espesso. Coloque o óleo, a baunilha e a banana amassada, batendo sempre. Despeje, aos poucos, os ingredientes secos e misture tudo com cuidado. Bata as claras em neve sem deixar ficarem muito secas e envolva-as gentilmente na massa.

Coloque em forminhas de papel apoiadas em formas de muffins ou empadinhas e enche-as até 2/3. Coloque uma rodela de banana no centro. Coloque em forno preaquecido, moderado, por uns 20 ou 30 minutos. Sirva com café fresquinho.

Muffins de banana e aveia para o Dau





* Yes, nós temos banana. Marchinha de Alberto Ribeiro e João de Barro, 1938.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Feliz Aniversário São Paulo!

São Paulo é a cidade onde nasci. Embora eu esteja em Campinas há pouco e ame esta cidade de paixão, a capital sempre será meu referencial. Sempre foi conhecida como terra da garoa. Hoje está mais para cidade lagoa. Basta chover um pouquinho de nada, que tudo inunda e para. Assim mesmo é cheia de charme.

Que outra cidade precisa de árvores, mesmo já sendo conhecida como selva de pedra? Que outra cidade tem um cruzamento cantado em verso e prosa conhecido como Ipiranga e São João? Uma avenida chamada Brigadeiro Luís Antônio conhecida como a Broadway brasileira? Uma comunidade japonesa em cujo bairro tem uma estação de metrô chamada Liberdade? Vários parques, museus, universidades, shoppings e um mercado municipal que dá orgulho a todos que gostam de comida? São Paulo, ora.

Bairros mil: com nome de mulher - Penha, Mariana, Conceição, árvores - Pinheiros, santos - São Mateus, São Miguel e seguimos para o Brás, Lapa, Luz, Tucuruvi, Arthur Alvim, Sacomã, Rio Pequeno, Campo Limpo cruzando a cidade de Norte a Sul, de Leste a Oeste e na volta temos a Bela Vista! Cinza.

Pode não ser hospitaleira, mas São Paulo é a cidade mais hospitalar da América Latina.

Parabéns, São Paulo!



Mercado Municipal pela Chef Edir do AlucciAlucci

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Quem quer pão?

Na última ida ao hipermercado compramos mandioquinha. Conhecida também como batata-baroa, é amarela e adocicada.
A idéia de fazer pão já passa pela minha cabeça há algum tempo. Aos poucos estamos mudando hábitos e uma de nossas metas é nos alimentar cada vez melhor. E na minha lista de resoluções de ano novo estão: ler mais livros, escrever alguns textos, fazer um curso de marcenaria, aprender a costurar, estudar francês e fazer pão.
Hoje em dia é raro encontrar bom pão nas padarias. Elas têm mudado muito e mais parecem lojas de departamento. Em sua grande maioria, o pão é uma mistura de pós, aromas artificiais, estabilizantes, coadjuvante de tecnologia (o que será isso meu Deus?) e isso e aquilo. E dá-lhe veneninhos! Outros estabelecimentos recebem a massa congelada e assam o pseudo pão sem paixão nenhuma. Como estamos acostumados, compramos e engolimos com margarina 0% de gordura trans.
Aliás, você sabia que pão quente pesa mais? Como agora o pagamos por quilo, pense nisso na sua próxima ida à padaria da esquina.
Para os cristãos deve-se ter o maior respeito pelo pão. Ele é o símbolo do corpo de Cristo. Pão é alimento, portanto, vida! Talvez seja por isso que Cristo disse: " Eu sou o pão da vida..." João 6:35a.
Fiz pão de mandioquinha. A receita é da Romélia Meyer, autora do extinto Clube Círculo do Livro. Lembra? A edição que temos aqui em casa é de 1987.
Me empolguei! Decidi fazer pão quinzenalmente para começar. Depois de pronto senti uma alegria rejuvenescedora que foi capaz de me fazer esquecer a correria quotidiana. Saboreá-lo com café no fim da tarde foi ótimo.
Então, mãos à obra. Digo, mãos na massa.

Pão de Mandioquinha (06 unidades)

Ingredientes:
1/2 kg de mandioquinha (batata-baroa) amarela
02 tabletes de fermento ou 02 colheres de sopa rasas
1 xícara de leite morno
1 colher de sopa de açúcar
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de sal
1/4 de xícara de açúcar
02 ovos batidos
1/4 de xícara de margarina
1/2 xícar de leite morno
1,2 kg de farinha de trigo comum, aproximadamente
gergelim cru, opcional


Preparação
Lavar, descascar e cozinhar a mandioquinha. Passar no liquidificador, com um pouco da água de seu cozimento. Dissolver o fermento com 1 xícara de leite morno, 1 colher rasa de sopa de açúcar e a 1/2 xícara de farinha de trigo. Deixar crescer tampado. Depois de crescido, juntar as 4 colheres de açúcar e mexer bem; colocar o sal dentro da 1/2 xícara de leite morno, bater os ovos e despejar na mistura; acrescentar a mandioquinha e juntar a margarina; tudo isso é posto sobre a mistura do fermento. Bater muito bem e ir colocando a farinha, batendo bem depois de cada adição.

Eu uso 1200 gramas de farinha, mas isso vai depender de quão seca está a mandioquinha. Sempre uso parte da água de seu cozimento para batê-la no liquidificador; também o tamanho dos ovos influi. Assim, esteja preparado (a) com mais de 1 quilo de farinha peneirada, pronta para o uso. Amasse bem, sovando a massa sobre a mesa. Ela é pegajosa e precisa ser bem trabalhada. Quando estiver elástica e macia, coloque-a em uma tigela untada grande, cubra-a ou ponha dentro de um saco plástico para crescer. Geralmente 1 hora e 15 minutos, ou até que dobre de volume. Vire-a sobre a mesa enfarinhada, abaixe-as, trabalhe mais um pouco e faça os pães. Coloque-os em formas untadas para crescer em lugar quente. Vigie-os a partir dos 40 minutos para acender o forno moderado, uns 10 minutos antes de os colocar para assar. Pincele margarina sobre os pães e ... se tiver em casa gergelim, polvilhe os pães com ela. Asse-os.

Pão de mandioquinha

Alguns costumes:

BRASIL -

Recomendação de nossos avós:__ Seu pão caiu ao chão? Beije-o antes de o jogar ao lixo!

ESPANHA -

Apanhar o pedaço de pão caído ao chão, beijá-lo e colocar outra vez sobre a mesa. Só depois de terminada a refeição jogava-se fora. Diziam que era para ajudar uma alma a escapar do purgatório.

ALEMANHA -

Os padeiros, depois de colocada a massa no forno e enquanto assavam o pão, não viravam as costas ao forno em sinal de respeito.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Recordar e Deleitar


Me deparei com este poema de Guta Chaves. Na verdade, trata-se de uma metalinguagem do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias . Ou seja, quando você escreve algo usando um texto já existente como caminho. Por exemplo: um filme dentro de um filme, um poema dentro de outro poema. Como neste caso. Eu gostei.


Canção do Exílio

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem quinda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Gonçalves Dias



Poema em metalinguagem

Minha terra tem palmeiras e tem sabiá
Mas tem também mais frutas
Jaboticaba, goiaba, maracujá
Mas a gente fina daqui
Acha très chique usar o cassis de lá

Minha terra tem mungunzá, guaraná, vatapá
Boi-bumbá, iemanjá e morena que sabe sambar
Mas a gente chique daqui
Insiste em importar a fisális e poivre rose
Que também há por cá

Minha terra tem Carmem Miranda
Que fez sucesso por lá
Em cismar sozinha à noite
Menos sentido encontro eu lá

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu veja nas mesas de linho,
Como alta gastronomia: tucupi, açaí, pequi
Minha terra tem riquezas que não usamos cá
E só nos damos conta quando um bacana elogia por lá
Guta Chaves


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Campinas Masala

Já tinha ouvido falar de Meeta Ravindra há muito tempo. Li também sobre ela no ótimo livro de Nina Horta, o Não é Sopa. Depois a conheci no Sesc Consolação num dos eventos promovidos pela unidade. De uma simplicidade marcante, Meeta entoou mantras, ensinou fazer massagem e tomou lassi com todos os presentes. Foi uma experiência única.

A culinária indiana me persegue. Pelo menos no cinema e na tv. Tem a cena do restaurante indiano no remake de Sabrina, a personagem Neela do ER e Um Casamento a Indiana de Mira Nair. Entre tantos outros.

Pois bem, acabei de ver Nina´s Heavenly Delights. Em português seria algo como as Delicias Celestiais de Nina. A história é legal e às vezes dá a sensação de que falta alguma coisa, mesmo assim vale a pena. O pai da garota morre e ao retornar à casa fica sabendo que vão se desfazer do restaurante. Mas o pai havia se inscrito no Campeonato de Curry do Ocidente e aí a começa a festa.

Gostei muito das cenas em que ela aprende com o pai a preparar Frango Shakuti, da visita ao atacado para comprar ingredientes e o menu degustação. No fim, fiquei desesperado para fazer uma aula com a Meeta.

Enquanto isso, nos próximos dias vou procurar aqui em Campinas as especiarias para fazer um garam masala. Depois conto como saiu.

Segue a receita do garam masala adptado pela Nina Horta. Ela deve apenas servir de referência, afinal um masala nunca é igual ao outro. E por favor, não compre nenhum pronto. Perde a graça.

Garam Masala
1/2 colher de feno-grego
1 colher de coentro em grão
1 colher de curcuma em pó
1 colher de semente de cominho
1 colher de gengibre seco
1 colher de pimenta-do-reino em grãos
1 colher de pimenta ardida em pó
1 colher de cardamomo
1 colher (chá) de canela em pau
1/2 colher (chá) de cravos inteiros
1 pitada de noz-moscada
1 pitada de sementes de mostarda
1 pitada de sementes de papoula

Cada especiaria deve ser tostada separadamente e com carinho especial, o que muda a cor e o sabor. Tostar o coentro em fogo brando, em frigideira de ferro seca, sacudindo sempre e mexendo com uma colher de pau, até despender um suave aroma de laranja e mudar de cor. Separar. Tostar o cominho até perder o cheiro de cru. Separar. Aquecer um pouco a pimenta-do-reino em grãos. Separar. Descascar os cardamomos. Juntar todos os ingredientes e passar pelo moedor. Guardar em recipiente fechado.

Se você ficou interessado no filme e não conseguir na sua locadora, eis o link para você assistir ai mesmo no seu computador.



Clique aqui e ouça mantras entoados por Meeta.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Laranjinhas para a Mary

No último dia 09 foi aniversário da Mary Fuji. Figura bacana, olhinhos puxados, extrovertida e sorri por m2 como ninguém.
Feliz Aniversário Mary! Vida longa para você.

A comemoração com amigos foi no sábado e fizemos umas comidinhas para acompanhar cerveja bem gelada e o bate-papo. O destaque foram os docinhos. A receita estava guardada desde 2003. Foi publicada na Cláudia Cozinha de abril daquele ano, quando era parte da Claúdia. Depois ficou independente e agora voltou de novo. Maria Lúcia Badra, doceira de mão-cheia preparou a receita quase desconhecida.
Encontrei algumas kin-kans no Sam´s Club e decidi testar a receita. Ficaram ótimas e lindas! Repetirei muitas outras vezes. Para fazer é preciso ficar atento à estação dessas minifrutas. Quem experimenta gosta e não consegue comer uma só.

Larajinhas de festa
50 a 60 laranjinhas kim - kam
4 xícaras de açúcar
4 xícaras de água

para o recheio
300g de coco fresco ralado
1 1 1/3 de xícara de açúcar
6 gemas passadas por peneira
1/2 colher de sopa de manteiga

Modo de preparo:
Corte as laranjinhas em quatro (com 1 cm de profundidade) do lado oposto ao cabinho. Não deixe separar as partes.
Coloque-as de molho em bastante água por dois dias. Troque a água 5 vezes por dia.
Coloque as laranjinhas numa panela média e cubra com água. Leve ao fogo e, quando levantar fervura, abaixe a chama e cozinhe por 15 minutos.
Escorra e deixe esfriar um pouco. Retire cuidadosamente a polpa de cada frutinha com a ajuda de uma colher pequena. Reserve as frutas sem a polpa (ela pode ser jogada fora). Na mesma panela, coloque o açúcar e a água.
Mexa somente para dissolver o açúar e acrescente as laranjas. Leve ao fogo e, quando começar a ferver, cozinhe por uns 15 minutos, em fogo baixo, até as laranjinhas ficarem transparentes e brilhantes.
Mexa de vez em quando. Retire do fogo e deixe esfriar.
Coloque os ingredientes do recheio numa panela de fundo grosso e cozinhe em fogo baixo, por uns 10 a 12 minutos, raspando delicadamente o fundo da panela (de frente para trás) com uma colher de pau. O ponto certo é quando o doce começa a soltar do fundo da panela. Deixe esfriar e faça bolinhas com um colher de chá. Com uma escumadeira retire as laranjinhas da calda e deixe escorrer por 20 minutos (Eu deixei no escorredor de macarrão).
Recheie os docinhos e coloque-0s em forminhas de alumínio.


Laranjinhas para a Mary


OBS.: você pode cozinhar as laranjinhas com antecedência e guardá-las dentro da calda, num vidro bem fechado, na geladeira.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

É a vida!

D1 - Vamos fazer aquele passeio na fazenda?
D2 - Talvez não dê mais tempo para fazer a reserva.
D1 - E quando será o passeio?
D2 - Este mês.
D1 - Mas que dia?
D2 - Tá no programa.
D1 - E onde está?
D2 - Guardado, mas nem pergunte, pois não sei onde.
D1 - Lindo! Se está guardado e quando se precisa não se encontra, o correto não seria dizer que está perdido?
D2 - Você está certo!

Encontrei o programa. O passeio Jundiaí/Itatiba-SP será no dia 20 próximo, cujo roteiro consta a visita ao Zoo parque de Itatiba, o primeiro zoológico temático do Brasil, seguindo para Jundiaí para almoço e o resto do dia em uma fazenda histórica da época do café. Ainda não decidimos se faremos o passeio ou não.

Nesse meio tempo aproveitei para fazer um homus tahine. Cortei pão sírio em triângulos para acompanhar. Ficou ótimo! Se você fizer, cerveja bem gelada é uma boa pedida, pois estes dias quentes pedem exatamente algo assim. Reunindo alguns amigos, ficará perfeito. Também pode servir como acompanhamento de kafta ou quibe assado. Em árabe homus quer dizer apenas grão de bico. Por isso a pasta é conhecida como humus tahine, ou seja pasta de grão de bico com tahine. Lá pelos lados do Oriente a receita costuma ser incrementada com páprica, mas aqui no Brasil não vi isto nem mesmo na casa de amigos libaneses.

Então vai a receita me passada pela Zazá Baracat e devidamente aprovada.



Homus Tahine

Ingredientes:
02 xícaras de grão de bico
01 dente de alho 02 colheres de sopa de suco de limão
02 colheres de sopa de tahine
sal a gosto
3/4 de xícara de água gelada
azeite para regar
salsa para decorar - opcional

Modo de preparo:
Na véspera, coloque o grão de bico numa tigela e cubra com água. Deixe de molho.
No dia seguinte escorra a água do grão de bico, passe para uma panela, cubra com água e leve ao fogo alto e cozinhe por 40 minutos ou até que fique macio.
Tire o grão de bico do fogo, escorra, reservando a água do cozimento.
No liquidificador ou processador, junte o grão de bico, o alho, o suco de limão, o tahine e um pouco da água do cozimento. Tempere com sal e bata juntando a água gelada aos poucos até ficar com a consistência de um purê homogênio e não muito grosso.

Você conhece cantoras árabes? Estas duas são de matar. Engraçadíssimas! Espero que gostem.

Antes de dar play no vídeo, desça até o fim da página e pause o Music Player para não ficar um qüiproquó.


video

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